Quando uma criança é picada por um inseto ou entra em contato com qualquer outro alérgeno ela poderá desencadear um processo alérgico simples ou grave.

Os alérgenos são substâncias que provocam alergia nos indivíduos que não toleram essas substâncias, então seu organismo identifica o alérgeno como algo nocivo e reage apresentando manifestações clínicas.

Os alérgenos mais comuns são pólen, ácaros, insetos, animais, alimentos medicamentos, mofo, cosméticos, níquel e látex.

As manifestações clínicas de uma alergia simples são: olhos vermelhos e lacrimejando, coceiras, espirros, corrimento nasal aquoso, manchas vermelhas na pele, suor intenso e reação local no caso de picada de inseto e contato do alérgeno direto com a pele.

Em uma reação alérgica grave, ou também chamada de choque anafilático, a pessoa pode apresentar prurido (coceira), manchas vermelhas pelo corpo, edema (inchaço), palidez, fraqueza, dificuldade para respirar, dificuldade, confusão mental, dificuldade para engolir, perda de consciência, convulsão. A dificuldade para respirar acontece por que a glote fica edemaciada (inchada) assim como várias outras partes do corpo, impedindo a entrada do ar para a traqueia, o que leva a morte por asfixia.

Nesse ultimo caso a vítima deverá ser levada para o atendimento médico de urgência o quanto antes, pois corre risco de morte. Ao chegar no hospital a principal droga administrada nestes casos é a adrenalina.

Desta forma, em muitos países o uso da adrenalina por leigos já é uma realidade. Essa prática salva muitas vidas, pois antes mesmo de conseguir chegar ao hospital a reação alérgica já está sendo revertida.

A adrenalina utilizada por leigos é auto injetável, ou seja, permite que a própria pessoa utilize o dispositivo, pois não exige habilidade técnica para aplicação do mesmo, o dispositivo vem com doses adequadas para crianças (0,15mg) e adultos (0,30mg), basta identificar os sintomas do choque anafilático e lançar mão da medicação.

 Uso da adrenalina auto injetável no Brasil

No Brasil este medicamento ainda não é comercializado, pois não há interesse nos laboratórios em registrar tal produto por motivos que não é de conhecimento público.

Essa medicação pode ser adquirida no exterior através de importadoras, dessa forma o produto fica mais caro e a população de menor poder aquisitivo não tem acesso. Além disso, uma vez que o medicamento não é registrado no país, o governo não se vê obrigado em disponibilizar tal medicação.

Outra opção seria utilizar seringas pré-preenchidas com adrenalina. Porém o risco de contaminação, deterioração, a dificuldade em manejar agulha e seringa e o risco de letalidade caso a dose ultrapasse a dose terapêutica tornam essa opção inviável.

Existem esforços da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia para registro da adrenalina auto injetável no país, visto a relevância do medicamento para uma pessoa alérgica, sendo  decisivo entre a vida e a morte.

Caso exista condições financeiras, a adrenalina auto injetável poderá ser importada por empresas que comercializam diversas marcas deste medicamento. Segue abaixo o contato das empresas mais conhecidas.

  • TRADE FARMA – Tel: (11) 5539-6677 E-mail: tradefarma@tradefarma.com.br
  • MEDEX – Fundação Ruben Berta – Tel (11) 4371-9059/ 99636-9614/2594-7903
  • MHM Serviços | Grupo Hera Medicamentos – Assessoria de Importação de Medicamentos – (31) 3022-9435/(31) 98435-1645 – importados2@heramedicamentos.com.br – http://tratamentosespeciais.com.br/
  • FARMA SUPPLY +55 21 2179-6887 / +55 21 2179-6882 – – www.farmasupply.com.br 5- MED EXPRESS – (11) 940036088 /011 – 38175757

            Quem deseja importar a adrenalina auto injetável deverá ter prescrição médica, relatório médico com a justificativa para importação, além dos documentos de identificação de quem irá fazer uso do medicamento.

 

 

Bibliografia:

http://www.portalped.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Onde-comprar-adrenalina-autoinjetável.pdf

http://www.anafilaxiabrasil.com.br

Pepper NA, Westermann-Clark E, Lockey RF. The high cost of epinephrine autoinjectors and possible alternatives J Allergy Clin Immunol Pract 2017; 5: 665-8

Imagem: https://www.tuasaude.com/choque-anafilatico/

 

Enfª Débora Andrade

Enfª Roberta Spala