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Por Roberta Pereira Spala Neves.

 

Olá papais e mamães que tem seus filhos na educação infantil ou que estão em busca de creche ou pré-escola para matricular seus pequenos.

Queremos falar com você.

Você sabe quem é o auxiliar de creche ou pré-escola? Qual função desempenha? Qual a formação que ele deve ter?

De acordo com a lei 3985/2005 o agente auxiliar de creche é descrito como o profissional que presta apoio e participa do planejamento, execução e avaliação das atividades sociopedagógicas e contribui para o oferecimento do espaço físico e de convivência adequados à segurança, ao desenvolvimento, ao bem estar social, físico e emocional das crianças.1

Outras denominações são utilizadas para se referir a estes profissionais como: auxiliar de atividade educativa, auxiliar de desenvolvimento infantil, auxiliar de berçário, auxiliar de recreação, auxiliar de turma, berçarista, babá, pajém, monitor, recreador, recracionista, atendente, professor auxiliar e outras.2

O auxiliar de creche é o profissional que passa a maior parte do tempo em contato direto com as crianças, eles estão diretamente envolvidos com atividades ligadas as necessidades humanas básicas. Segunda a teoria de Maslow 3 essas necessidades referem-se aos aspectos fisiológicas como sede, fome, sono, excreção, abrigo, até necessidades de segurança, sociais, estima e autorrealização.

Na prática são esses profissionais que vão cuidar da higiene das crianças, trocando fralda, dando banho, auxiliando na hora de ir ao banheiro. Eles estão presentes na hora da alimentação, oferecendo e supervisionando todo o processo. Quando a criança dorme na escola são eles que supervisionam o sono. Se algum acidente ou intercorrência clínica ocorrer com a criança,  possivelmente, são eles que irão presenciar e identificar. Quanto as questões sociais, muitas vezes,  são estes profissionais que mediam os conflitos ou pelo menos auxiliam os professores nesta função, onde muitas vezes são fomentados por diferenças étnicas, sociais, culturais que precisam de uma intervenção empoderada de saberes e preparada para lidar com essas situações.

Deste modo, ele atua como uma figura paralela ao trabalho do professor, sendo um facilitador para que o docente concentre suas atividades em aspectos de ensino-aprendizagem.2 No entanto, como formação só é exigido deste profissional o ensino fundamental completo, pressupondo assim que todo trabalho desenvolvido é feito de forma intuitiva.

Entendendo a complexidade desta função, propõe-se uma reflexão quanto a necessidade de uma formação específica para ocupar tal cargo, no qual o profissional possa receber noções básicas de educação, ética, desenvolvimento infantil, primeiros socorros, segurança, higiene, microbiologia, cuidados com bebês entre outros.

Tal formação tornará o trabalho destes profissionais mais consciente e técnico, trazendo inúmeros benefícios as crianças que são assistidas por eles, gerando maior segurança para os pais que deixam seus filhos sob os cuidados de profissionais preparados, além da valorização desta categoria.

 

Bibliografia:

  1. Lei 3.985, de 08 de abril de 2005. Cria no Quadro Permanente do Poder Executivo do Município do Rio de Janeiro a categoria funcional que menciona e dá outras providências. Rio de Janeiro, RJ abril 2005.
  2. CÔCO, V. Auxiliar de educação infantil. In:OLIVEIRA, D.A.; DUARTE, A.M.C.; VIEIRA, L.M.F. DICIONÁRIO: trabalho, profissão e condição docente. Belo Horizonte: UFMG/Faculdade de Educação, 2010. CDROM
  3. GEORGE, J.B. e colaboradores. Teorias de enfermagem – Os fundamentos à prática profissional. 4ed. Porto Alegre: Artes Médicas; 2000.